| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | G. guarouba |
A Ararajuba é um Psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como Guaruba, Guarajuba e Tanajuba. Guaruba e Ararajuba derivam do tupi: guará = pássaro, yuba = amarelo; ou Arara = aumentativo de Ará (papagaio)/papagaio grande, yuba = amarelo.
No final do século XVI foi mencionada por Fernão Cardin, na Bahia, como uma ave muito valiosa comercialmente, equivalente ao preço de dois escravos.
Seu nome significa: do (tupi) guarajúba = pássaro amarelado; guará = vermelho e jubá = amarelo; e guarouba = sinonimo de guarajuba ou guaruba. ⇒ pássaro amarelo.
Mede cerca de 34cm. de comprimento. A ararajuba apresenta as cores da bandeira brasileira (amarela com as pontas das asas verdes), por isso é considerada a melhor alternativa para ser escolhida como Ave Nacional.
Alimenta-se de semente, frutos oleosos, frutas e flores.
Procura árvores altas e ocas para construir seus ninhos, dentro de uma câmera profunda que impeça a ação de predadores, como os tucanos. Nesse local, colocam de dois a três ovos que são incubados por aproximadamente 30 dias, não somente pelos pais, mas também por outros indivíduos do bando. Esses “ajudantes” colaboram ainda no cuidado com os filhotes até que se tornem adultos.
Habita a copa de florestas úmidas altas. É bastante social, inclusive no período reprodutivo, vivendo em bandos de 4 a 10 indivíduos. É justamente nas áreas de ocorrência da espécie, que se verificam os mais altos índices de desmatamento na Amazônia para formação de pastagens. Dessa forma, a perda de seu habitat é uma das principais ameaças que colocam em risco a sobrevivência dessas aves. O tráfico de aves silvestres é outro fator que contribui significativamente para redução desses indivíduos na natureza.
Encontrada exclusivamente no Brasil, do oeste do Maranhão a sudeste do Amazonas, e sempre ao sul do Rio Amazonas e leste do Rio Madeira. Há registros pontuais na década de 1990 no nordeste de Rondônia e extremo norte do Mato Grosso (sem mais registros recentes). Ocorre na interface das terras baixas da calha do Rio Amazonas e a borda do Planalto Central (Escudo Brasileiro).